Saímos hoje as 7 e meia da manhã, abastecemos no posto Planalto, BR153 km 636, do primo Dim, e mantemos o velocímetro nos 120. Esta é quase a máxima da Lander e a Sara sempre que quer me ultrapassa com facilidade. Calor de torrar miolos, chegamos a Franca às 14 horas, depois de 470 km rodados. Chegamos, festa na família, muitos causos e chega o Mateus vindo de São Paulo pra nos ver. A família reunida era tudo que eu precisava neste momento. Muita conversa e fotos mostradas depois, a Sara sai de bicicleta pra passear com o Daniel. Menina da bunda dura esta.
De minha parte, posso dizer que com esta viagem a Sara entrou pro rol dos grandes viajantes, doutorada e mestrada em estrada, dificuldades, perseverança e simpatia. Se eu a amava, agora a admiro como motociclista, e garanto que poucas teriam a coragem e a garra desta amiga querida. Enfrentou muitos km por dia pra chegar a Humaitá, caminhou muitos km pela chapada dos Guimarães e chapada das Mesas, sem contar com as caminhadas na Floresta Nacional do Tapajós, morro da Piraoca em Alter do Chão e muitos, mas muitos mergulhos em qualquer água que avistava. Nadou e brincou em várias praias em Alter do Chão, nadou com os botos em Novo Airão, Pulou das pedras em cachoeiras e poços de várias cidades, pescou na cidade de Pontes e Lacerda e no Poço Preto em Alter do Chão, encarou de frente o barro e as pontes podres da BR 319, tudo sem perder a graça e a simpatia, sem fazer beicinho nem perder o sorriso. Esta é a amiga que eu queria pra me ver envelhecer.
Te amo Sara e amo também o amigo Célio, de quem não pretendo me perder nunca.
Obrigado a todos que com paciência nos acompanharam nesta empreitada e aguardem a próxima, para breve.
Sou Clovis Larrabure, 60 anos, amante da Natureza e das Motocicletas, um cara feliz que se sente realizado a cada dia.
Beijos em todos.
Célio:
Meus amigos Clóvis e Sara já estão confortavelmente instalados em Franca e eu estou aqui procurando um guia para o passeio no parque. Já fiz algumas viagens sozinho, mas estou sentindo falta dos meus companheiros, a afinidade e empatia foi muita, Clóvis e Sara, vamos planejar a próxima!
Aqui em S. Raimundo, como é fim de semana de eleições não tem mais nenhum turista para dividir o custo do guia comigo, além disso está difícil achar um guia disponível. Por fim o hotel contatou a Cida que se prontificou a me guiar, só que ela não esperava que eu estivesse de moto. Ela topou mas depois do passeio confessou que tem medo de andar de moto e rezou o dia todo, mas que não podia deixar um turista sem conhecer o parque! Obrigado Cida! Nosso roteiro para hoje: Desfiladeiro da Capivara, Sítio do Meio e Serra Vermelha, onde fomos assistir a chegada das andorinhas.
O parque é muito bem organizado e mantido. As estradas dentro do parque são todas de piçarra e bem conservadas.
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| Assim são as estradas dentro do parque |
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| Dentro do parque |
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| Esse é o Mocó! |
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| Gravura em um seixo |
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| Desfiladeiro da Vaca |
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| Os sítios liberados para visitação são preparados com passarelas. Alguns permitem o acesso a portadores de necessidades especiais. |
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| A cerâmica Serra da Capivara foi criada pela fundação, hoje é uma empresa que emprega muitas pessoas de Coronel José Dias, cidade que divisa com o parque. |
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| Caatinga |
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| Escavações do Sítio do Meio |
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| Desenhos geométricos são raros nos sítios do parque |
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| Algumas pinturas tem outra coloração |
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| É como entrar num Monet! |
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| Paisagem no local conhecido como Canoas, na Serra Vermelha |
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| Nosso turista! |
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Urubu Rei, evidentemente que após trocar a lente da máquina por uma zoom eles se foram...
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| Enquanto as andorinhas não chegam nos distraímos com os Urubus |
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| Fim do dia... |
Bela viagem parabens a voces... Voces merecem essa alegria. Abs Odair
ResponderExcluirParabéns a todos vocês pela aventura, especialmente à Sara, mulher de fibra essa hein! Eu com certeza sou uma das que nunca teria essa coragem!
ResponderExcluirBjs querida