terça-feira, 11 de setembro de 2012

Quinto dia, Pontes e Lacerda

Vou fazer esta postagem agora, perto de onze da manhã. Assim fico dispensado de voltar mais tarde.
Tomamos um belo café no hotel e saímos pra ver a 300tona do Célio. Estão brunindo as válvulas, e se tiverem as juntas, logo estará pronta. Coisa simples, felizmente. Quem sabe, adiantemos ainda um pouco hoje, ou no máxima amanhã cedo rumo a Vilhena.
O único comentário de hoje é a satisfação de compartilhar momentos com os amigos Sara e Célio. Com estes, ninguem se sente triste nem solitário. Nota 10 (por enquanto, hehehehehe)


Eu falo, se tivesse comprado um fusca na Vimave..... gozação não vai faltar. Surpresa é a Sara, acompanhando e tirando sarro, porque está mais confortável e veloz que os demais.

Abraços e até amanhã..

Clóvis


Por isso a Sahara fez tanto sucesso, não tinha esse tipo de problema que é cronico nesse motor de 300cc. Resolvi parar logo e concertar para não ter um problema maior em uma região mais isolada.
No mais, corroboro tudo que o Clóvis escreveu, viagem agradável e companheiros fantásticos, não tem tempo ruim aqui!

Célio

Quarto dia : Chapada - Pontes e Lacerda.

Depois daquele churrasco de ontem, não conseguimos sair antes das 7. Aqui estamos em outro fuso horário, e seriam então 6 da madruga quando saimos. Logo de cara senti que o dia seria exaustivo, pois o calor estava diferente. As roupas estão insuportáveis e me incomoda bastante no pescoço, devido ao suor. Abrir a jaqueta ou o capacete de nada adianta, porque o ar que entra é tão quente que piora a situação. Paramos como sempre depois de 200 km, porque a Lander pede gasolina, depois disso, a cada 100 km temos que parar e consumir litros e litros de líquidos, impressionante. O transito tá até suportável e vamos cruzando alguns malucos: uma turma de Juiz de fora com algumas Superteneré 1200 e uma Vstrom, depois uma turma de Jaragua do Sul indo todos pra Caretera Interoceânica, que fiz a dois anos (www.6nosandes.blogspot.com) . Vamos interagindo com todo mundo, tem até um caminhoneiro de Porto Alegre com quem nos encontramos algumas vezes, com uma máquina enorme no caminhão. Batemos um papão com ele e até festejamos sua data, porque hoje ele faz anos. Muito legal esta interação. Não tivemos ainda incidentes com ninguem e viajar com estes parceiros está sendo uma verdadeira moleza.
3 da tarde, paramos pra mais uma hidratação e concluimos que tínhamos ainda 300 km pra chegar ao destino pretendido. Como o calor estava sufocante, as roupas completamente molhadas e malcheirosas, resolvemos pernoitar por aqui e prosseguir amanhã. Conversando com o Célio, ele disse que sua moto estava tendo uma perda de rendimento que o incomodava. Como aqui tem uma belíssima concessionária, ele logo levou a magrela até lá e adivinhem: vão trabalhar nela amanhã o dia todo. Então, é relaxar. Pontes e Lacerda, da qual nunca tinha ouvido falar, foi uma grata surpresa. Cidade grande e próspera, comércio super ativo e bons hoteis e restaurantes. Somos parte de sua população por um dia.
Abraços.



Terceiro dia. A Chapada dos Guimarães.

Gente, o calor na Chapada é algo a ser definido, mas não por mim. Incrível é a única expressão possível. O Célio, como grande navegador, nos levou pra uma passeinho básico a pé. Foram 15 kilometros de pedras, areia e pequenas escaladas até chegar ao topo do Morro São Jerônimo, com seus 860 metros de altura, de onde se pode avistar toda a chapada até Cuiabá, que fica a 30 km em linha reta. Lá no topo, almoçamos nosso lanche e consumimos quase a totalidade da água transportada. O guia, como todos, um sujeito falante e cheio de histórias, nos ia explicando sobre a história, a fauna e a flora, alem das lendas da chapada. Isso consumiu das 9 da manhã às 5 da tarde. Nesta hora, fomos até o Ninho das Águias, base da Cindacta que fica num local maravilhoso, com visual que nada fica devendo aos demais da chapada. Atração à parte, e sem nenhuma chance de recusa, foi a invasão de carrapatos que sofremos. Centenas, talvez milhares deles foram chegando sem convite, e foi um festival. Tivemos que comprar um sabonete inseticida, o famoso Matacura. É mole? Como eu e a Sara somos sangue amargo, pouco sofremos, mas acho que o Célio se preocupou um pouco, mas já resolvemos isto.
Comemos o primeiro peixe, na janta um churrasco, e foi um ótimo dia de aventuras, exceto pelos carrapatos e o cansaso inerente à idade. Não fiquem velhos.......










Que Waldemar Niclevicz que nada, Clóvis é que é escalador!!! (Célio)




























Abraços.