Levantamos bem cedo, café leve, compramos tres galões de 10 litros
com gasolina e coloquei um na moto da Sara e dois na minha. O Célio está
levando um galão de 20 e um de cinco. Bagagem incrível, que vai provar a
sua importância no decorrer do trajeto.
Saímos logo, esperando
encontrar os tais 30 km de asfalto pra chegar até o início da 319, mas
na verdade o que encontramos foi este trecho em obras. o Exército está
fazendo o trevo e este trecho. Havia chovido um pouco, por isso ali não
tinha barro nem poeira. Chegamos finalmente ao início da jornada mais
crítica.
Depois das fotos, Vamos com tudo. Alguns km, a aprimeira
surpresa: um banco de areia muito fina, com o Célio na frente levantando
poeira me obrigou a sair da rota pra evitar o poeirão. Entrei foi no
grosso da areia e perdi o controle da moto. A Sara, que vinha logo
atrás, parou e ficou assistindo. Felizmente apliquei a velha técnica:
reduzi uma marcha e acelerei tudo. A moto sambou mais que a Carla Peres
nos tempos do Tcham, mas logo alinhou e me safei. Paramos pra comentar.
Foi muita sorte. Pau na máquina.
Logo depois, mais pauleira: uma
chuva forte fez um belo barro em um trecho e vimos tocha pra passar, mas
passamos e seguimos em frente até Realidade, onde comemos um pedaço de
bolo na padaria, tomamos mais água, colocamos alguma gasolina no tanque e
descansamos um pouco. Mais pauleira até os Catarinos, onde chegamos
realmente cansados, suados, mortos de sede e na maior adrenalina. Depois
de um papinho com os Catarinos, nos ajeitaram a escola pra passarmos a
noite. É um prédio alto do chão, todo de madeira, onde são ministradas
aulas pras crianças da redondeza. Nos impressionou a arrumação de tudo e
o material didático. Infelizmente não teve banho, só uma torneira
dágua. Alí fizemos nossa primeira refeição liofilizada, de arros-carne
de soja-purê de batatas e feijão tropeiro. Horrível, mas absolutamente
necessário.
Dormimos no chão, em cima dos panos das barracas. No
dia seguinte, criamos coragem e abrimos uma porta que havia na sala de
aulas e encontramos duas redes e um colchão. HAHAHAHA, era o que
merecíamos.Os Catarinos são uma familia que estão na BR q muitos anos, criam algum gado, mas o forte deles é a manutenção das pontes que possibilitam a conservação da rede de fibra ótica que conecta Manaus com o resto do Brasil. Eles tem 4 tratores, com os quais trabalham nas pontes e roçam parte da rede, várias motos de trabalho e são respeitados na 319. Fora dos domínios deles, as pontes estão bem mais precárias.
Impressionante como a Sara tem se portado, não reclama, demonstra algum cansaço mas vai indo muito bem com sua moto.
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| Início da BR319, tudo azul! rs... |
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| 640km que demoram passar! |
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| Resultado do primeiro atoleiro, na verdade foi o único grande atoleiro. Os outros eram poças, uma atrás da outra, diferente. |
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| Fazer enfrentando o barro. |
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| Olha a categoria, enfrentando a lama e pitando um cigarrinho! O cara é fera! |
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| Como havia gasolina disponível em Realidade, optamos por não usar a que levávamos nos galões. |
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| Parar para descançar no sol, não há sombra na estrada. |
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| O que restou do Posto Piquiá. (A bomba, não o Clóvis, rs...) |
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| Inscrições rupestres nas ruínas do Piquiá. |
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| Nossas instalações na Fazenda dos Catarinos. |
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| Essa era a água. A dica, que não ouvi, é levar TANG para colocar na água. Fica mais agradável, pelo menos visualmente. |
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| A moça da janela! |